Eleição 2012 nos Estados Unidos

Assim como no Brasil, e como a maioria dos meus amigos já devem saber, este ano temos eleição aqui nos Estados Unidos também, e o debate segue acirrado.

Porém, aqui não temos vários partidos, apenas dois:

o Republicano, partido conservador de direita, que propõe o corte de impostos das empresas, e dos empresários, e diz que o mercado deve ter a liberdade de se auto-regular, em linhas gerais os republicanos defendem os direitos das classes dominantes, eles pregam o “trickle down policy” que diz que se as classes dominantes estão bem, a riqueza vai “pingando para baixo”;

e o Democrata, partido liberal de esquerda, que é a favor de recolher mais impostos dos mais ricos para oferecer melhores serviços à população em geral, e acredita que o mercado financeiro precisa de regulamentação para não voltarmos a ter crises como a que passamos recentemente e da qual, na verdade, ainda estamos tentando sair.

Curiosidade: o símbolo do partido republicano é o elefante, e o do democrata é o burro.

O país é dividido, e as eleições costumam ter resultados apertados. Principalmente porque os republicanos enfatizam suas campanhas em valores conservadores que ressoam com metade da população, como leis contra o aborto e contra a união entre pessoas do mesmo sexo. E tem uma porção de americanos que pensam que os gays vão contra a vontade de Deus, e até que óvulos e espermas, mesmo que separados já constituem vida, pois é, tem um pessoal bem radical aqui, e que sabe fazer alarde.

Os democratas querem retirar isenções de impostos dos mais ricos, aproximadamente 2% da população de acordo com as declarações de impostos recentes. E durante seu primeiro mandato, o Presidente Obama repeliu a lei “don’t ask, don’t tell” para os gays que queiram servir no exército, e que quer dizer, se suspeitar não pergunte e é bom o fulano não se manifestar. Hoje em dia homens e mulheres gays podem servir o exército livremente, sem esconder quem são de verdade. Coisa assustadora para muita gente.

Os democratas também costumam ter uma visão mais aberta com relação a imigração, o que não cai bem com muitos americanos, mais ou menos metade de população. Enfim só com este poucos exemplos pode-se ter uma idéia da batalha acirrada que terá seu desfecho no dia 6 de novembro. Porém o resultado não sairá por vários dias, pois aqui ainda se conta boleta de papel.

Halloween e Trick-or-Treat nos Estados Unidos

Gatinha Charmosa e Manhosa

Desde que cheguei aos Estados Unidos, um dos feriados que eu mais curto é o Halloween com sua tradição do “Trick-or-Treat”, que eu traduzo aqui livremente como “travessuras ou gostosuras”. Todos os anos, na noite do dia 31 de outubro, as crianças se fantasiam de fadas e princesas, super heróis, piratas e ciganos, bruxas e magos, personagens de filmes e de vídeo games, e até de m&m’s, sabe os docinho de chocolate cobertos de casquinhas coloridas tipo o confete brasileiro que na verdade é cópia do m&m, enfim, elas se vestem do que a imaginação delas desejar, e caminham pelos bairros batendo de porta em porta para ganhar doces, e até para levar alguns sustos de moradores mais empolgados.

Doces, muitos doces para presentear à criançada do bairro.

Eu costumo incrementar a decoração do outono para o Halloween.

Aqui, lá pela terceira semana de outubro, todos nós decoramos as frentes das nossas casas e abastecemos o hall de entrada com tigelas, ou caldeirões de bruxa, com doces variados. E no dia 31, Halloween, lá pelas 6:00hs da tarde a campainha começa a tocar. Os primeiros a chegar são os menores, e portanto os mais fofos. Pais e mães trazem as fadinhas, princesas e super heróis de dois aninhos pelas mãos, e até bebês de colo em carrinhos, vestidos de ursinhos e outras criações fofíssimas. Adoro ficar em casa recebendo as crianças que gritam animadíssima “twick-or-twit” e estendem suas sacolinhas decoradas esperando que eu lhes dê um doce. Conforme a noite avança as crianças que batem na porta vão ficando mais velhas até que lá pelas 9:00hs da noite só passam adolescentes, que chegam a beirar os 20 anos, fantasiados de zumbis, múmias e vampiros, e carregando fronhas de travesseiros enormes.

Pipoca, nossa cachorrinha fantasiada de dragão, pronta para ir "Trick-or-Treating" com as crianças. Se bem que parece mais que o dragão a engoliu.

Até os animais de estimação entram na dança. Estima-se que 15% dos americanos fantasiam seus cachorros e gatos.  Segundo especialistas do setor, este ano os americanos deverão gastar 370 milhões de dólares em fantasias para os bichinhos. Imagina se minhas filhas não me convenceram a comprar uma fantasia para nossa cachorrinha ano passado. Mas eu já disse que este ano ela usará a mesma.

Meu marido e eu nos dividimos. tradicionalmente ele anda pelo bairro com nossas filhas acompanhando um grupo grande de vizinhos com a criançada da nossa rua, e eu distribuo os doces daqui de casa. Tem gente que monta mesa na frente das casas com as tigelas de doces e fica vendo a garotada passando fantasiada na rua. Como eu curto ouvir o “Trick-or-Treat” fico dentro de casa mesmo. Além do que, para mim, o fim de outubro já é um gelo. E é uma farra quando o grupo das minhas filhas passa por aqui. Obviamente, todas as crianças do grupo acham que devem ganhar mais doces quando passam pela porta de uma das famílias delas, e claro que eu não decepciono, e elas saem saltitantes de alegria contando vantagem.

Turminha animada, pronta para "Trick-or-Treating".

Alguns adultos se fantasiam junto com as crianças. Eu costumo me vestir de preto e colocar um chapelão de bruxa. Meu marido também se veste de preto e usa uma capa longa sobre os ombros. São apenas detalhes, mas que adicionam um certo ar divertido, e a garotada adora.

Pirata contando seus espólios.

Quando minhas meninas voltam para casa, ao fim da longa caminhada, nós jantamos e daí elas se põe a contar e classificar seus espólios entre doces favoritos, os que elas gostam um pouco, e os que podem ficar para o papai e a mamãe. Eu imponho racionamento para, literalmente, evitar dores de barriga, e elas podem comer dois docinhos por dia. Quando a quantia que elas trazem para casa é absurda eu separo uma grande parte e faço uma doação ao trabalhadores da loja do Exército da Salvação mais próxima, que ficam realizados.

Isto tudo sem contar as festas, desfiles de fantasia, e peças de teatro organizados nas escolas. Onde minhas filhas estudam até os professores lecionam fantasiados no dia de Halloween, as crianças amam este feriado.

O Halloween marca o início das celebrações de fim de ano nos Estados Unidos, pois vem seguido do Dia de Ação de Graças em novembro, e Natal e Ano Novo em dezembro. É um tal de por e tirar decoração temática que haja disposição, mas não deixa de ser uma curtição, principalmente com a participação das crianças.

Mas de onde vem o Halloween?

Samhain Lady

Halloween tem suas raízes no “Samhain”, um festival celta pré-cristão, que era celebrado na noite do dia 31 de outubro. Os Celtas que viveram há 2.000 anos na região que hoje abrange a Irlanda, o Reino Unido e o norte da França, acreditavam que os mortos voltavam à Terra durante o Samhain. As pessoas se reuniam para acender fogueiras, oferecer sacrifícios e prestar homenagem aos seus mortos.

Durante algumas das celebrações dos celtas no Samhain, os aldeões se fantasiavam com roupas feitas de peles de animais para afastar os fantasmas visitantes. Banquetes eram preparados e deixados em mesas ao ar livre junto com mantimentos, como oferendas para aplacar os espíritos indesejáveis. Nos séculos seguintes, as pessoas começaram a se vestir como fantasmas, demônios e outras criaturas malévolas, pregando peças pelas vilas em troca de comida, bebida ou combustível para a fogueira da aldeia. Este costume, conhecido como “Disfarce” – fantasia, remonta à Idade Média e é considerado uma das origens do “Trick-or-Treat” – travessuras ou guloseimas.

As primeiras raízes cristãs e medievais do “Trick-or-Treat”

Twelfth-night (The King Drinks) by David Teniers the Younger - During medieval England the Yuletide, or Twelve Days of Christmas, was part of a much longer festival that began back on All Hallow’s Eve.

Por volta do século IX o Cristianismo se espalhou por terras celtas, onde gradualmente se mesclou com os costumes locais e acabou por suplantar velhos ritos pagãos. Em 1000 dC, a Igreja designou o dia 2 de novembro como o “All Hallows Day” – traduzido para o português como Dia de Finados, uma data escolhida para honrar os mortos. As celebrações do “Dia de Finados” na Inglaterra pareciam-se com as celebrações celtas de “Samhain”, completas com fogueiras e fantasias. As pessoas pobres visitavam as casas das famílias mais ricas e recebiam doces chamados “bolos da alma” em troca de promessas de rezar pelas almas dos parentes mortos dos proprietários. Conhecido como “souling”, a prática foi posteriormente retomada por crianças, que iam de porta em porta pedir presentes tais como dinheiro ou comida.

Na Escócia e na Irlanda, os jovens participavam de uma tradição chamada “guising”, da palavra inglesa “disguising”, que significa literalmente disfarce. Eles se fantasiavam e iam de porta em porta recebendo oferendas de várias famílias. Mas ao invés de prometer orações para os mortos, eles cantavam uma canção, recitavam um poema, contavam uma piada, ou realizavam outro tipo de “truque” antes de receber uma prenda, que normalmente consistia de frutas ou moedas.

A Malhação de Guy Fawkes

Na Noite de Guy Fawkes após muitas festividades, queima-se um espantalho que representa o traidor de coroa.

Outra raiz potencial do “Trick-or-Treat” é o costume britânico das crianças colocarem máscaras e carregarem efígies enquanto implorando por moedas de um centavo na Noite do Guy Fawkes (também conhecida como “Bonfire Night” – noite da fogueira), que comemora a frustrada “Conspiração da Pólvora” de 1605, a conspiração Católica tinha como objetivo explodir o prédio do parlamento inglês matando o rei protestante James I e seus parlamentares que estariam em seção, iniciando assim um levante católico. Em 5 de novembro de 1606, Fawkes foi executado por seu papel na tentativa de conspiração. No primeiro “Dia de Guy Fawkes”, celebrado imediatamente após a execução do traidor famoso, fogueiras comunais, ou “fogos de ossos”, foram acesas para queimar efígies de Fawkes assim como os simbólicos “ossos” do papa católico. No início do século 19, as crianças saiam carregando efígies de Fawkes pelas ruas na noite de 5 de novembro, pedindo trocados.

“Trick-or-Treat” nos Estados Unidos

Dependendo de que país Europeu vinham os colonos americanos, eles celebravam o “Bonfire Night” – Dia de Guy Fawkes ou o “All Hallows Even” – A Noite Antes do Dia de Finados. Em meados do século 19 o grande número de novos imigrantes, especialmente aqueles que fugiam da fome da batata da Irlanda na década de 1840, ajudou a popularizar o Halloween, pobremente traduzido para o português como o Dia das Bruxas. Halloween vem da contração Hallowe’en que por sua vez vem de “All Hallows Eve” noite antes do “All Hallows Day” – Dia de Finados.

No início do século 20, as comunidades irlandesas e escocesas reviviam as tradições do Velho Mundo, “souling” e “guising”, nos Estados Unidos. No entanto, esta tendência foi radicalmente reduzida com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando as crianças tiveram que interromper a prática por causa do racionamento de açúcar.

Após a Segunda Guerra Mundial a geração do baby-boom (literalmente uma explosão demográfica do pós-guerra) formada por milhões de bebês nascidos entre 1946 e 1964, retomou o “trick-or-treat” no Dia das Bruxas, que rapidamente se tornou uma prática comum para milhões de crianças nos subúrbios recém construídos das cidades americanas. Sem o racionamento de açúcar, empresas de doces capitalizaram com o ritual lucrativo, através do lançamento de campanhas publicitárias nacionais destinadas especificamente ao Halloween. Hoje, os americanos gastam cerca de 6 bilhões de dólares anualmente no Halloween, fazendo deste feriado nacional o segundo de maior sucesso comercial no país.

Dip Grego de Espinafre

Spanakopitas

 

Esta receita de dip de espinafre é uma adaptação influenciada pelas deliciosas spanakopitas, salgadinhos gregos de massa folhada recheados com espinafre e queijo feta.

 

 

 

Ingredientes:

2 colheres de sopa de azeite de oliva;

¼ de xícara de cebola bem picada;

4 talos de cebolinha picados;

2 dentes de alho picados;

1 pacote de espinafre picado congelado;

2 colheres de chá de caldo de limão;

½ colher de chá de raspas de casca de limão;

1 pote de iogurte grego (se não encontrar use iogurte natural);

½ xícara de queijo feta picado;

sal e pimenta do reino a gosto.

Preparo:

Dip de Espinafre com Pão Sírio

Descongele o espinafre de acordo com as instruções da embalagem e depois aperte-o bem para remover todo excesso de água.

Em uma panela pequena aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho por uns dois minutos. Acrescente o espinafre já escorrido e cozinhe por mais uns dois minutos, mexendo esporadicamente. Transfira o espinafre refogado para o liquidificador, e bata ligeiramente. Acrescente todos os demais ingredientes, menos o sal e a pimenta, e bata mais um pouco, até que todos os ingredientes estejam incorporados, mas não é para virar um creme. Despeje em um pote, ajuste o sal e, se desejar, acrescente pimenta do reino misturando bem. Sirva com pão sírio fresco ou torrado, e bom apetite!

Americanos gostam de filés bem grossos e mal passados, eu não.

Não gosto de carne mal passada, DE JEITO NENHUM! Imagina só minha surpresa, quando logo que chegamos a Flórida, em nossa primeira mudança internacional, no primeiro jantar em casa de americanos – que deixe-me ressaltar, adoram aqueles filés de contra, com osso, bem grossos, e sangrando – meu marido ao ser questionado como preferia seu filé respondeu ao anfitrião:

- Eu prefiro entre ao ponto e bem passado, mas a Adriana adora carne mal passada.

Que amor de pessoa! Ele não queria encarar a carne crua, mas não queria fazer desfeita ao colega de trabalho. Então, quem foi para a berlinda? A mulher! Vê-se logo que já éramos casados havia alguns anos.

Fazer o que? Tive que encarar. Acho que nunca fui a um jantar mais desafiante, nem os banquetes chineses, que eu viria a conhecer anos mais tarde, me deixaram tão desgostosa. Deve ser por causa do baijiu.

Logo que chegamos fiquei encantada com a decoração de Natal da casa. Era começo de dezembro e eu nunca tinha visto nada remotamente parecido. Papai e Mamãe Noel na porta, guirlandas por todos os lados, fitas nos balaústres da escada, arranjos com velas em todas as mesinhas de canto e aparadores, e o mais impressionante, apesar do exagero, tudo era de bom gosto, e o conjunto me fez pensar que estava na casa do Papai Noel, lá no Polo Norte. O mais interessante é que o anfitrião era um americano fofinho de bochechas cor de rosa, só faltou a barba para completar o quadro.

O casal nos convidou para sentar na sala de estar e nos ofereceu um petisco. Um “dip” de espinafre, que hoje em dia eu faço em casa. A palavra dip significa literalmente mergulhar. Dips são molhos variados que acompanham salgadinhos e bolachinhas. Você pega a batata chips por exemplo, e mergulha num dip de queijo, coisa pouco calórica, sem dúvida, mas que é gostoso, isso é.

Dip de Espinafre

Pois bem, ficamos sentados na sala beliscando fatias de baguette acompanhadas de dip de espinafre por duas horas. Façamos a matemática da fome, eu havia almoçado um pequeno sanduiche sozinha em casa a uma hora da tarde, nós chegamos na casa deles, conforme o convite, as oito horas da noite, e ficamos jogando conversa fora por duas horas na frente de um potinho de sobremesa de dip e outro de fatias de baguette. Se somarmos todos estes fatores chegaremos ao resultado: fome de três dias. E detalhe, o tema principal da conversa foi como eu falava inglês tão bem, que eles nunca haviam encontrado brasileira que falasse inglês como eu. O que até ajudou um pouco com a fome, pois eu fiquei mordendo a língua para não responder que eu era uma mutante, pois na verdade no Brasil, a gente ainda anda nu pelas ruas e só fala tupiniquim ou espanhol.

Chegou um momento, que meus pensamentos irônicos não deram mais conta de distrair meu estomago colado nas costas, e perguntei, assim como quem não quer nada:

-       Vocês costumam jantar tarde assim todos os dias?

-       Não, nós jantamos as oito. Vocês estão com fome? É que nós fomos jantar em casa de Argentinos, e notamos que vocês costumam comer tão tarde.

O marido da fofa, que trabalhava com meu marido havia anos, percebendo a gafe tratou de esclarecê-la:

-       Meu bem eles são brasileiros, não argentinos.

-       Ah…

T-bone Steak

Finalmente fomos para a cozinha onde nossa anfitriã pegou um pacote de vagem congelada do freezer e colocou no micro ondas. Então fomos todos para o pátio onde nosso anfitrião nos mostrou sua churrasqueira todo orgulhoso. Churrasqueira aqui chama-se “grill” e é a gás. Ele então nos mostrou os T-bone steaks e acendeu o grill. Após uma elaborada apresentação, onde ele nos deixou saber que aqueles eram steaks especialíssimos, e que o certo era comê-los o mais mal passados possível, para saborear as nuances da carne, e que todas as vezes que ele foi ao Brasil ele achou que nós brasileiros ressecamos demais a carne, veio a declaração do meu marido que eu adorava carne mal passada. Show!

Eu voltei para a cozinha com a dona da casa pensando que ela iria refogar a vagem com algum molho qualquer, e qual não foi minha surpresa quando ela tirou o pacote plástico do micro, rasgou, despejou a vagem semi-cozida num prato, e levou para a mesa de jantar lindamente posta. Daí ela pegou outro pacote plástico da geladeira, abriu e despejou umas folhas de salada numa tigela, e levou também para a mesa. Pronto, ela avisou ao marido que o jantar estava servido.

Ele então trouxe os filés para a mesa como se fossem suflês preparados por um chef do Le Cordon Bleu, colocou o de cada um nos pratos a nossa frente, e voilà!

Se você somar a fome, a vagem crua e a salada mal apresentada, o filé sangrento acabou sendo comido com relativa facilidade.

Naquela noite eu aprendi o que é um churrasco americano, e a nunca ir a casa de estrangeiros que você não conhece bem, sem forrar o estomago antes. Ah, e meu marido dormiu na sala uns três dias.

Tiramissú

Uma das minhas sobremesas favoritas é o tiramissú. E, depois que aprendi essa receita, capaz de provocar brigas pelo último pedaço, ficou ainda mais fácil apreciá-la! Demora menos de 30 minutos para preparar e sempre dá certo! 

Ingredientes para 4 porções:

4 gemas de ovo

4 colh. de sopa de açúcar

500 g de queijo mascarpone

1 colh. de chá de casca ralada de limão (de preferencia do amarelo)

2 xicrinhas de expresso frio

2 cl de conhaque (na Alemanha encontra-se o Weinbrand)

2 cl de licor de amêndoas (o Amaretto)

150 g de biscoito champagne

2 colheres de cacau em pó para polvilhar

Preparo:

  1. Bata as gemas de ovo com o açúcar até formar um creme claro e fofinho. Misturar colher a colher o mascarpone até incorporar tudo. Adicione a casca ralada do limão para o toque fresco.
  2. Em uma vasilha misture o expresso frio, o conhaque ou Weinbrand e o licor.
  3. Molhe a parte de baixo dos biscoitos na mistura acima, um a um, e vá arrumando na travessa até forrar o chão todo.
  4. Espalhe mais ou menos a metade do creme de mascarpone sobre os biscoitos e alise uniformemente. Repita a operação com os biscoitos e o restante da massa.
  5. Cubra com filme plástico e leve à geladeira por 4 horas. Antes de servir pulverize o pó de cacau por cima.

Sugestão: quem tem crianças que também comem o doce (meu filho não gostou), pode substituir as bebidas alcoólicas por uma parte de suco de laranja diluído em água (creio que deva funcionar, nunca tentei mas em princípio combina com o sabor das cascas de limão) e usar café descafeinado para o expresso.

Agora, alguém poderia dar uma sugestão de como aproveitar as claras dos ovos que sempre sobram… :-)

Poligamia

Nos Estados Unidos a poligamia é praticada livremente por membros fundamentalistas da religião Mormon. Apesar desta prática ser contra as leis americanas, eles dizem que ela faz parte dos seus direitos de exercer livremente suas crenças religiosas. A liderança da religião condena a união de um homem com várias mulheres, e chega a excomungar quem segue praticando valores fundamentalistas. Já os fundamentalistas criticam os Mormons que seguem as novas regras estabelecidas em 1890. Eles dizem que esta não foi uma decisão baseada nos valores da religião, mas sim na aceitação da pressão da sociedade em geral. Hoje nos Estados Unidos, os Mormons são mais de 14 milhões, 20 mil deles se autodenominam fundamentalistas, e estima-se que 15 mil ainda pratiquem a poligamia. De um jeito ou de outro, os seguidores da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ainda são estigmatizados pela sociedade, por ter suas raízes vínculadas a este costume.

O tema controverso atrai telespectadores, e dois shows já foram produzidos para a TV. O fictício Big Love – Grande Amor, mostra a relação de um Mormon poligamista com suas três mulheres. E o chocante Sister Wives – Esposas Irmãs, é um reality show sobre uma família onde um homem é casado com três irmãs.

Ano passado os Fundamentalistas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tiveram que parar e rever certas liberdades “religiosas” quando o “profeta” Warren Jeffs foi preso por estupro e pedofilia. Condenado a prisão perpétua ele segue tentando controlar seus 10.000 seguidores que vivem em duas cidades vizinhas na divisa entre Utah e Arizona. No fim do ano passado, de dentro da cadeia, ele enviou ordens à sua comunidade mormon fundamentalista para que todos parassem de fazer sexo. Em junho deste ano ele emitiu nova ordem dizendo que 15 homens, que Deus escolheu, devem ser os pais das novas gerações da comunidade. Os maridos devem parar de ter relações com suas esposas, que devem ficar disponíveis a estes 15 homens. Os maridos serão simplesmente responsáveis pelo sustento e pela criação das novas gerações. As autoridades dizem que este é um gesto desesperado de Jeffs, para manter sua relevância entre os fundamentalistas, mas surpreendentemente dentro da comunidade seus seguidores continuam acatando suas ordens.

Quando cheguei aos Estados Unidos e tomei conhecimenbto da existência destas comunidades onde a lei e a justiça dão lugar ao fanatismo, e onde abusos como estes levam anos para serem investigados e processados, e bandidos como Jeffs seguem dando ordens absurdas de dentro da prisão, fiquei chocada. Imaginem minha reação ao ler o artigo da BBC Brasil hoje sobre “união estável de três“. Seria interessante que a tabeliã da cidade de Tupã se familiarizasse com as ramificações de suas declarações:

“O fato de eles viverem de tal jeito não afeta a minha vida, é a liberdade privada deles. Gostaria que fosse muito simples: você vive como quer, do jeito que quer, não afeta a vida dos outros, e ninguém tem que se intrometer. Mas a realidade no Brasil, como nós sabemos, não é essa”, diz a tabeliã de Tupã.

“No Brasil ainda se pensa muito de forma individual. Se algo não é bom para mim, não é bom para ninguém. Tudo bem, eu continuo não querendo para mim, mas eles não me afetam, vivendo em três, ou em cinco. Agora me afetam, por exemplo, quando fazem de conta que têm um casamento maravilhoso mas têm dois amantes, três amantes. Isso me afeta, fazer de conta que não sei”, complementa.

Ver uma tabeliã pensando exclusivamente em seus valores pessoais e não como uma relação destas pode afetar suas vítimas, como as crianças, fruto de tais relações, assim como as jovens forçadas, muitas vezes por falta de recursos, a tais relacionamentos, me chocou tanto quanto as comunidades fundamentalistas Mormons.

Para quem lê em inglês este ótimo artigo “Is Sister Wives hiding the disturbing truth about polygamy?” oferece alguns pontos para reflexão. Neste texto, Sam Brower, que é detetive particular e fez sua carreira ajudando vítimas das Comunidades Fundamentalistas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias fala, não apenas das meninas vítimas de abusos, mas dos meninos que ao atingirem a adolescência passam a ser considerados concorrentes dos homens com várias esposas adolescentes, e são banidos das comunidades. Qualquer semelhança com animais irracionais, que mantém várias fêmeas, e matam os concorrentes, não é mera coincidência.

Um Primeiro Dia da Escola memorável

Há duas semanas começou o ano letivo no Estado onde moro. Esse início de aulas me fez querer compartilhar com meu(s) leitor(es) minha experiência de início das aulas no ano passado, quando meu filho foi para o 1o. ano da escola.

Da minha infância lembro-me que estava de uniforme novo, todo arrumadinho e limpinho, mochila nova, cabelo penteado e, ao sair de casa, minha mãe tirou uma fotografia. E só. E talvez me lembre porque vi a fotografia tempos depois! Eu fui para a escola não lembro como, ela foi trabalhar e meu pai já estava no trabalho como qualquer outra segunda-feira.

Aqui a passagem da pré para a escola primária (ou ensino fundamental, como se chama hoje no Brasil) é bem diferente. As crianças que irão para a escola entram num programa especial do Kindergarten (creche) que as prepara para a vida escolar. Uma série de atividades internas e passeios são programados, inclusive um pernoite de despedida no Kindergarten!

Além disso, entram no programa a visita na nova escola. Na matrícula a criança está presente. Há também uma avaliação psicológica e pedagógica na creche e uma outra de saúde feita por um pediatra especializado. Não passa nada despercebido!

Outra sensação é a mochila escolar. Como tudo aqui, tem que ser aprovada pelos órgãos de proteção ao consumidor, obedecer a critérios técnicos e de ergonomia e ainda ser capaz de resistir por 4 anos chuva, barro, neve, chutes, peso e todo tipo de agressão que se possa imaginar. E ainda, se possível, passar para o irmão mais novo! Conclusão: nunca achei que fosse gastar tanto com uma mochila da escola!

E então, tendo sido aprovada em todos os testes, comprado a mochila e a matrícula confirmada pela escola, chega o grande dia! O dia da iniciação escolar!

É um dia tão especial que nem acontece na segunda-feira, mas na terça-feira.

Logo de manhã as crianças ganham um cone fechado em cima (às vezes uma de cada membro da família) cheia de doces, brinquedos e, claro, algumas coisinhas mais educativas, como livrinhos, canetinhas, etc). Essa história do cone eu incorporei, pois desde que moro aqui vejo-as por todo o comércio nessa época do ano. Mas mãe que é mãe (e prendada) confecciona-o manualmente! Não cheguei a tanto, por sorte o Gabriel escolheu uma de dinossauro, prontinha… ufa!

Então todos se reúnem na igreja para um culto ecumênico com os iniciantes e seus familiares. Em seguida todos seguem para a escola, onde são recebidas com uma festa  organizada pela diretoria, corpo docente e as crianças da 2a. série. Após a recepção, cada uma encontra sua professora e são encaminhadas junto com os colegas para a sala de aula.

Beleza, pensei, eu vou acompanhar isso tudo! E os avós também!

Aí é que tomei um choque! No que chego na igreja, percebo que os outros alunos estavam com TODA a família presente. Aí descobri que o pai também tira o dia de férias para acompanhar o rebento no primeiro dia da escola. Aí vem os tios, padrinhos, avós, irmãos, amigos mais próximos da família, cachorro (no Brasil incluiria-se o  papagaio, galinha, porco, etc).

Nós nem pensamos nisso! E é uma coisa tão “óbvia” para eles que nem se comentou em conversas. É subentendido… Coitado do meu filhinho… o único “sem pai” no primeiro dia da escola… Se já não tivesse acostumada com a ausência dos membros da família em outras ocasiões, isso seria uma tragédia mesmo. Ainda bem que os avós estavam lá!

Passado o alvoroço todo, as famílias alemãs se reúnem mais uma vez no dia para uma festa particular. Pode ser um churrasco ou uma janta especial no fim do dia. Pra fechar com chave de ouro! Parece batizado… Nós fomos para o grande M amarelo comemorar. Para o pequeno foi realmente uma festa levar sua família para lá.

Mas será que a vida escolar é tão ruim assim pra ser vendida tão “cara” às crianças? Ou elas precisam desse ritual para sentirem que alguma coisa muito importante está acontecendo?

De qualquer forma, essa iniciação escolar ficou em nossas memórias como um momento muito mais especial do que imaginávamos!

Lombo ao Molho de Tequila

Esta receita eu adaptei do livro “O Segredo de Frida Kahlo” onde você poderá encontrar muitas outras receitas mexicanas.

Este é um prato bonito e apetitoso, que pode ser acompanhado do trivial brasileiro: salada mista, arroz, feijão, farofa e batatas coradas. Claro, se você preferir ser fiel a origem da receita, faça refritos com arroz e plátanos fritos. E não esqueça das tortilhas com guacamole e queso para petiscar.

Ingredientes:

Um lombo de porco de mais ou menos 1 ½ kg;

15 azeitonas verdes sem caroços cortadas em rodelas finas;

½ pimentão verde sem sementes cortado em tiras finas;

1 pimentão vermelho sem sementes cortado em tiras finas;

4 dentes de alho bem picados;

Pimenta do reino a gosto;

Sal a gosto;

2 colheres de sopa de óleo de sua preferencia;

1 xícara de água;

1 xícara de tequila “Reposado”;

1 colher de sopa de manteiga fria;

1 colher de sopa de farinha de trigo;

Molho de pimenta vermelha a gosto.

Preparo:

Aqueça o forno a 180ºC.

Lombo de porco aberto em corte borboleta, recheado, e pronto para ser amarrado.

Com uma faca afiada faça um corte no meio do lombo em todo o seu comprimento, chegando quase até o lado oposto, mas deixando as partes unidas, abrindo-o num corte borboleta. Esfregue-o com pimenta do reino e sal a gosto. Na parte de dentro do corte arranje os pimentões cortados, o alho e as azeitonas. Feche o lombo, prenda-o com palitos, amarre-o com barbante de cozinha e remova os palitos.

Aqueça o óleo em fogo alto numa panela funda grande o suficiente para acomodar o lombo. Doure completamente o lombo fritando todos os seus lados e as pontas. Transfira-o para uma assadeira (com grelha se você tiver), crescente a água no fundo da assadeira, cubra com papel alumínio e leve ao forno por 45 minutos.

Remova o papel alumínio, acrescente a tequila e volte ao forno por mais 30 a 45 minutos.

Retire do forno e coloque numa travessa para descansar enquanto você prepara o molho.

Deixe que a carne descanse por pelo menos dez minutos antes de fatiar.

Com as pontas dos dedos, misture a manteiga fria com a farinha de trigo até que formem uma pasta amarela. Transfira o caldo da assadeira para uma panela em fogo médio. Quando começar a ferver abaixe o fogo e vá acrescentando a pasta de manteiga aos poucos esperando que um pedaço se dissolva antes de acrescentar outro, mexendo sempre com uma colher de pau. Quando toda a pasta de manteiga tiver se desmanchado no molho, siga mexendo até que o molho tenha uma consistência de mingau mole. Ajuste o sal e se quiser acrescente o molho de pimenta vermelha a gosto.

Despeje o molho em uma molheira, desamarre e fatie o lombo, e bom apetite.

Se você, como eu, tem restrições a pele dos pimentões, basta assá-los por 40 minutos no forno a 220 graus, e remover a pele antes de cortá-los em tiras para rechear o lombo. Dá um pouco mais de trabalho, mas vale a pena.

Medicamentos Genéricos no Brasil

Medicamentos Genéricos - São Seguros?

Passei um sufoco danado em minha última visita ao Brasil. Minha filha levou várias picadas de borrachudo em nossa estada no litoral norte de São Paulo. Até aí toda a nossa família levou, mas ela coçou e coçou as picadas, até que essas se inflamaram e acabaram infeccionadas.

A pediatra prescreveu uma série de medicamentos para tratar as feridas, incluindo um antibiótico. Como estamos acostumados a comprar medicamentos genéricos nos Estados Unidos, nem questionamos quando nos deram o remédio genérico na farmácia, simplesmente pagamos e pronto.

Iniciamos o tratamento na maior tranquilidade, as feridas eram feiosas mas localizadas, ela não tinha nem dor nem febre, e a pediatra nos disse que em quarenta e oito horas deveríamos ver sinais de melhora.

Na manhã do terceiro dia após o inicio do tratamento, ou seja, passadas quarenta e oito horas, minha filha amanheceu com os pés inchados e doloridos. Estavam muito feios, levei o maior susto. Fomos ao pronto-socorro onde recebemos a noticia que a infecção havia atingido a camada subcutânea e que ela deveria ser internada imediatamente para receber medicação intravenosa, pois o antibiótico que ela estava tomando via oral não havia feito um bom trabalho.

- Mas este não é o medicamento indicado?

Perguntei eu ao pediatra do hospital mostrando a caixa do antibiótico.

- Ah, você comprou genérico.

Me respondeu o médico naquele tom de quem acaba de desvendar um quebra-cabeças. Ele me explicou que infelizmente nem todos os genéricos brasileiros seguem padrões de qualidade de “primeiro mundo”. Apesar do Brasil ser um grande exportador de medicamentos genéricos, somente países subdesenvolvidos e em desenvolvimento compram. Nem a Europa nem os Estados Unidos compram genéricos brasileiros por questões de baixo controle de qualidade.

Ou seja, se eu tivesse comprado o medicamento de referência, que é como se chamam os remédios da marca oficial, teríamos evitado uma estada de quatro dias no hospital, e muito nervoso.

Pesquisa feita pela Asspociação de Consumidores Proteste (clique no link e veja documento completo – Pesquisa Genéricos v3.1) demonstra que um percentual respeitável de médicos tem restrições ao uso de medicamentos genéricos no Brasil, conforme demonstra a análise publicada no site do CFR-ES – Conselho Regional de Farmácia do Espirito Santo, baseada no estudo.

Aparentemente alguns laboratórios oferecem controles de qualidade superiores, portanto se for optar por medicamento genérico no Brasil, converse com seu médico, pergunte se o remédio receitado tem genérico de qualidade, e que laboratório ele recomenda.

 

Peixe fora d’água

Essa foi minha primeira Olimpíada “consciente” que eu assisti morando no exterior. Digo consciente porque em 2008 meu filho ainda estava pequeno e eu tinha muitas outras prioridades além de ficar olhando esporte na televisão… desculpe, mas foi assim mesmo.

Mas nesses Jogos Olímpicos de Londres a situação foi outra. Meu filho, agora com quase 7 anos, de férias, fissurado em futebol e cheio de energia, pôde ficar muitas noites até mais tarde para ver os jogos. Se encantou com a natação (o que até o inspirou a tentar o nado borboleta no lago aqui perto de casa!), o atletismo, a canoagem, o hóquei, o levantamento de peso, cintando os que ele teve a oportunidade de assistir. Note que em nenhum desses esportes o Brasil conquistou medalhas ou era um forte candidato….

Dava-me gosto de vê-lo acompanhar e me chamar quando havia um brasileiro disputando e torcer pela nossa vitória, reconhecer a bandeira, os nomes… Mas há momentos em que a gente se sente mais expatriado do que nunca!

O que me fez sentir mais “peixe fora d’água” foi o fato de sempre querer ver algo diferente dos outros 80 milhões de pessoas que vivem aqui. Havia somente 2 canais televisionando os jogos que, obviamente – para eles, priorizava onde haviam alemães ou, pelo menos, europeus competindo. Então passei a semana inteira vendo atletismo e os fortões do levantamento de peso, enquanto o Brasil jogava vôlei de quadra e de praia, futebol, basquete, judô…

Conclusão: acompanhar, mesmo, só pelo App do celular!!!

Os únicos jogos do Brasil que assisti foi a final do vôlei de praia e do futebol! Os dois em que o Brasil perdeu… E ainda porque a final era contra um time europeu! Pensei que ia ser fácil… eles nem sabem jogar vôlei de praia… eles nem têm praia, cáspita! :-)

Passada essa “revolta”, ontem assisti à festa de encerramento do evento. Comentários à parte – a festa foi mesmo de arrepiar – fui invadida por um orgulho e uma emoção imensa ao ouvir o Hino Nacional naquele estádio lotado, ao perceber que as pessoas de todas as nacionalidades e culturas estavam apreciando a pequena “introdução” ao que será daqui a 4 anos. O locutor dizia que já estava imaginando a Olimpíada no Brasil, que o nosso povo certamente vai garantir o alto astral para todos…

E na verdade, não menosprezando nossas qualidades de competição (nós tivemos excelentes surpresas em Londres e vamos caminhar mais ainda para frente), nosso maior talento é sermos o que somos: alegres, divertidos, musicais, excelentes anfitriões. Um povo que acolhe quem quer chegar e já o convida para sambar!

Eu já estou ansiosa por 2016! E quero fazer de tudo para viver essa emoção, no meu país!